Sou um carioca nascido em 16 Nov 1956, meio que problemático até na hora de nascer, pois que nasci de parto natural executado por parteira no quarto da casa de meus pais e com uma complicação mesmo.
Muitos nasceram enrolados no cordão umbilical, mas eu tinha que ser diferente, pois nasci "enroscado" no cordão, ou seja, o cordão umbilical passava por baixo do meu braço, axilas, subia e passava em volta do pescoço ! Isso foi a minha primeira provação e complicação, pois que a parteira falou para minha mãe, nesse momento o seguinte: Cecy ! Aguenta que o Osvaldo terá que voltar ! Isso porque me recolocaria dentro de minha mãe para poder tirar o cordão enrolado no pescoço e por baixo do braço. O sofrimento maior foi pela minha mãe, pois vim grande, com 56 cm e 4,5 kg.
Imaginem só !
Vamos passar para alguns anos após.
Quando pequeno fui estudar num colégio distante de onde morava a 13,5 km, no bairro do Jacarezinho. Era o primeiro aluno a entrar no ônibus escolar, um lotação marca Mercedes Benz, conhecido como "torpedo", um MB L312. Um cheiro fortíssimo de óleo diesel que sempre me fazia vomitar todos os dias, tanto na ida quanto na volta.
Era o último a chegar em casa também por volta das 17:30 h, com a saída da escola às 16:00 h.
Isso já era um outro sofrimento, mas que consegui passar por ele.
Mais a frente mudei de escola e fui para o Colégio ITU, onde comecei a cursar o antigo admissão. Daí passei para o ginásio e fiz o antigo científico até o fim, quando foi criada a Escola Técnica Itu, para onde fui dirigido a fazer o científico e o curso técnico de química, vindo a me formar em 1975. Desse ponto para frente achava que as coisas iriam melhorar, ledo engano. Matérias dificílimas como a tal química orgânica que nunca suportei, física e depois físico química, também chatíssima. Química analítica qualitativa, a qual também era um horror, mas consegui me formar em química, só nãop conseguindo fazer estágio para receber o diploma tão sonhado pela minha mãe.
Em 1975 fiz uma coisa, que hoje tenho a certeza, que foi a pior coisa de minha vida. Me alistei no Exército, mas queria ir para a Aeronáutica e consegui minha transferência antes de entrar numa força armada, portanto acabei por entrar na FAB em 14 de janeiro de 1976, um ano praticamente atrasado. Acabei sendo o vovô da minha turma, pois enquanto que os da minha turma tinham 17 anos eu já tinha 20, o que me trouxe mais complicações e com o segundo grau completo, o científico e um curso técnico, acabei ficando invejado por alguns sargentos, soldados e até o cmt da infantaria de guarda da Base Aérea dos Afonsos, o qual foi o meu primeirto algoz na aeronáutica e que me prometeu mandar para o pior lugar da FAB, como mandou, quando completei orecrutamento. Fui parar no DARJ, na Av. Brasil em Bonsucesso.
Fiz depopis o curso de formação de cabos no antigo EPA ( Esquadrão de Polícia de Manguinhos) onde hoje é a Vila do João.
Me formei cabo na especialidade de Polícia de Aeronáutica, mesmo fazendo teste para atingir a área de saúde para poder ir para o LAQFA para fazer meu estágio de química e depois seguir até a carreirta de oficial químico, mas tudo sempre dava errado. Só consegui ser transferido do DARJ para o Esquadrão de Polícia do Galeão em 1979, para enfim ser promovido a cabo.
Mais decepções a vista, o que acabou por culminar na minha saída precoce da FAB em 14 Jan 81.
Quando sa[í da aeronáutica fui trabalhar na banca de jornais e revistas de meu pai, oque também não deu certo, pois via os colegas dele, outros sócios, cometendo furtos nas férias das bancas em que trabalhavam e ninguém fazia nada. Resolvi sair.
Resolvi então seguir para outra atividade profissional, a qual gostava e ainda gosto e fui fazer um curso de mecânico de manutençao de aeronaves, na EAPAC Galeão. Já casado, minha sogra me ajudou a custear o curso. Tão logo terminou fui fazer a prova do DAC para pegar as carteiras definitivas e passei logo na primweira vez, o que deixei minha sogra muito feliz pelo evento concluído com êxito.
Logo após fui fazer estágio para aprender a "mexer" em aviões. Experiência nova e gostei de tudo. Fui considerado tão bom, mas novamente, por inveja e desavenças entre irmãos nessa empresa, não fui aproveitado, mas acabei por ser premiado com um emprego de mecânico na Líder Taxi Aéreo. Não tive o gostinho de ser auxiliar de mecânico, já tendo responsabilidad imediata em ser mecânico na parte de comandos de vôo e célula. Não tinha ajudantes e tive que "fazer, criar" dois dentro da empresa para me auxiliarem. Peguei um faxineiro, sr. Genarino e um outro tapeceiro, o pardal, sr. Helio. Pegamos de cara um Bandeirante (EMB 110) da FAb para fazer uma revisão de IRAN (4500 horas), onde se desmontava todo o avião e revisava todas as peças. Tudo isso teria que ser feito em 45 dias, desde que com equipes diversas de serviço, o que não havia. Só tinha um mecânico de hirdráulica, um de motores, eu na parte de comando de vôo e célula. Um chapeador (lanterneiro) e o pessoal da pintura.
Mas conseguimos entregar o primeiro avião com u atraso de 15 dias, o que foi considerado um tempo recorde.
Fiquei por dois anos na Lider, quando de repente fui convidado para trabalhar na EMBRAER.
Novament peguei outra responsabilidade maior ainda.
Pensei em chegar lá e ser mecânico montador ou mesmo mecânico, mas fui ser Inspetor de Qualidade de um avião que estava começando a ser fabricado, o EMB 120 Brasilia, bem diferente do que trabalhava anteriormente, o Bandeirante, mas desempenhei bem a missão e também permaneci por dois anos por lá quando saí e retornei pára o Rio indo trabaljhar naquela primeira empresa onde estagiei.
Cheguei com carta branca e já fui logo ser Inspetor de Manutenção e alguns meses após fui promovido a Supervuisor de Manutenção acumulando a função de Controlado de Produção no hangar.
Desenvolvi o sistema de emissão de nota fiscal pór computador com a inserção de todo os dados sde serviços, discrepâncias, feitos nos aviões. Cabe ressaltar que naquela época estava começando a operação dos computadortes de mesa, os antigos IBM PC XT 286.
Isso foi se concretizar após eu ter saído da empresa onde acabou por ficar bastante difundido e todas as empresas de aviação passaram a usar o sistema de emissão de notas fiscais dos serviços prestado em manutenção.
Criei junto com um piloto da Casas Penambucanas, Cmt Wilton Soares SAMPAIO, a PART TIME, uma seção de testes em vôo, onde fazíamos o recebimento de aviões da FAB e outros para executar serviços de manutenção e depois de prontos fazíamos o vôo de entrtega com todos os testes feitos e a aeronave ok e pronta para uso.